A amizade em grande parte é algo inocente. Quando consideramos alguém como amigo, muitas vezes não nos damos conta se a nossa sinceridade ofende o outro ou não. Muitos não conhecem um dos provérbios de Salomão que diz que: “É melhor uma repreensão franca do que uma amizade fingida” (Prov. 27.5).
Percebe-se que a amizade deva acompanhar a maturidade. O egoísmo jamais deve sobrepô-la, pois, caso isso aconteça, não se ratifica a reciprocidade de um amigo.
Gosto muito da letra da música da cantora Ludimila Ferber que diz: “Amigos se faz/ Em tempos de paz/ Mas na angústia é que se prova o seu valor/ Amigo se é, na glória e na dor/ Quem é amigo suporta e crer/ Quem é amigo é fiel até o fim”.
Na amizade treinamos nosso caráter, nossa personalidade e, muitas vezes temos que nos moldar. Não devemos dizer isso “para não ofender o outro”, suportamos aquela música que o amigo gosta e detestamos, somos tolerantes a empolgação do cidadão, compreendemos quando o sujeito não tem tempo de jogar bola, etc. Isso ajuda em muitos casos a melhorarmos como pessoa.
Saber ceder em uma amizade não significa que você vá entregar todo o seu tempo ao outro, ou, vá fazer tudo para o mesmo(a), mas, perceberá se há a reciprocidade de outrem e, verá se toda essa dinâmica está te fazendo bem. Caso contrário, talvez seja bom repensar se realmente sua consideração a uma determinada pessoa deva continuar, ou ser “suspensa” e, talvez, simplesmente cancelada para não prejudicar a si mesmo. Até porque existem pessoas que não sabem ceder que, quando vêem seu sucesso por exemplo, simplesmente se afastam ou sentem medo de ti, buscam uma “proteção” de seu “status quo” próprio no meio social quando a mesma está perto de você. Assim, o afastamento, a indiferença, a rejeição pode substituir a amizade e, talvez seja um “remédio” para a mesma se "sentir melhor".
Percebe-se tais ações como lamentáveis e, isso faz com que, muitas vezes haja pena de protagonistas de certas atitudes supracitadas. São pessoas que precisam mais de Deus. Em muitos casos, não as vejo como “más”, e sim como “vítimas” de seus próprios egos que, talvez foram fomentados por elas mesmas ou por outros em sua volta.
Continuando a música da Ludimila Ferber: “Se precisar de um amigo/ Olha pra dentro de mim/ Podes errar/ E magoar/ Mas estou aqui pra te ajudar/ Sou teu amigo até o fim.”
Abraço a todos!

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